13 novembro, 2011

Angústia

Eu ainda sinto aqui. Ainda sinto aquela angústia desenfreada que me abre o peito.
Aquela angústia de não poder te ver, de não ouvir tua voz e de não sentir a tua pele; Tudo isso, misturado com a angústia de não saber o que fazer e de como pensar em uma solução; A angústia de não saber esperar.
Eu ainda mato-me de vez em quando, com aquelas coisas perdidas e aquelas palavras não proferidas. Mas pior são as atitudes que eu não tive coragem de ter.
As vezes, só o que meu coração quer ouvir, são palavras de alento, conselhos humildes, sem tentar impor arrogância. Só o que meu coração quer ouvir é sua voz dizendo que tudo ficará bem.
Sonhar trás angústia; é a angústia de não realizar os desejos, de não poder, de não ter oportunidade. Um sentimento que corrompe as vísceras e alimenta o ódio.
Mágoas que voltam, pensamentos errôneos, revolta e rebeldia.
Eu ainda sinto aqui, o sentimento de amor ao próximo, o calor das lembranças que me fizeram feliz.
Não guardo tão somente a angústia que me abre os caminhos da possível maldade, mas sinto também o amor que eu dei para aqueles que me fizeram bem. Guardo também minhas ótimas lembranças e a certeza de que por muitas vezes provei de uma felicidade muito grande.
Sem esquecer as voltas que minha vida deu, eu prezo por um momento de calma, ao lado de pessoas que me façam bem; Guardo também a vontade de chorar e de ficar sozinha...
Eu ainda sinto aqui o calor do meu próprio amor e o calor do seu amor.
Ainda sinto aqui, apesar de toda angústia, uma esperança num futuro mais límpido e desimpedido. Num futuro onde haja só eu e tu e a pessoas que me fazem bem.

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